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O CLÁSSICO DE 155 ANOS: OS MISERÁVEIS


“Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade, um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século

ÚLTIMA CONFIDÊNCIA - VICENTE DE CARVALHO


Para lhes apresentar um de meus poemas preferidos, é necessário informar-lhes a respeito de quem o escreveu. Sim. "Última Confidência" é muito mais que uma despedida.

UM CACHORRO DOIDO: PAULO LEMINSKI


Paulo Leminski é o meu “cachorro doido” de estimação.

ESSE EÇA DE QUEIRÓS


Entre 1865 e 1900, foi o mais mordaz dos nossos escritores, o mais feroz dos nossos críticos.

ELIZABETH BISHOP - UMA ARTE


Quando o nascimento da poetisa americana Elizabeth Bishop (1911-79) completou 100 anos, em fevereiro de 2011, as comemorações no Brasil foram tímidas, sem grandes eventos ou relançamentos.

CRIOLO E O CÁLICE ATUAL


Kleber Cavalcante Gomes, nascido na cidade de São Paulo em 1975, é mais conhecido como o rapper Criolo Doido ou simplesmente Criolo.

PABLO PICASSO: GUERNICA


O quadro Guernica de Pablo Picasso é uma das mais famosas pinturas do artista espanhol e uma das mais conhecidas do cubismo.

A TRISTE E SOFRIDA VIDA DE VIRGÍNIA WOOLF


Que tal se aprofundar um pouco mais na vida de uma das três de minhas escritoras preferidas?

EXPLICAÇÃO: O PORQUÊ DA CANÇÃO.


Para responder as perguntas que me fizeram depois da postagem do poema de Cecília e da música do Kid Abelha,

FERNANDO PESSOA E SEUS HETERÔNIMOS FAMOSOS


Um homem que trazia em seu íntimo sentimentos e agonias como resquícios da Primeira Guerra, na qual os portugueses tiveram que entrar em combate as forças armadas da Áustria e da Alemanha há exatamente um século atrás,

AILEEN WUORNOS - A DAMA DA MORTE


Em breve trataremos aqui de "Monster - Desejo Assassino", um dos melhores filmes que já assisti.

FERNANDO PESSOA E O TEMPO...


Um homem muito além de seu tempo. Tanto que é admirado, lido e estudado até hoje.

FERNANDO PESSOA: MISTÉRIO?


Embora muitos tenham manifestado opiniões contrárias e muitas vezes, até preconceituosas, creio que o livro mencionado a seguir deve ter méritos respeitados.

JANE AUSTEN: ULTRAPASSANDO AS BARREIRAS DO TEMPO


Romances que inspiraram muitos outros, que encantam leitores de todas as idades e que viraram filmes premiados fazem parte da conquista desta grande mulher. Uma estrela das Literaturas Inglesa e mundial.

VICTOR HUGO: MARAVILHOSO!


Para quem se interessa por Victor Hugo, segue aqui um resumo biográfico deste novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país.

IRENE LISBOA... DO CÉU, ATÉ NO NOME.


Graças ao mundo mágico da Literatura, temos a oportunidade de conhecer pessoas fantásticas que dá vontade, muitas vezes, de colocá-las dentro de um potinho e guardá-las para sempre na cabeceira da nossa cama, a fim de nos lembrarmos delas, sempre. É assim que me sinto em relação à escritora portuguesa Irene Lisboa.
Pense, num ser humaninho adorável!(assista ao documentário)
Foi uma mulher intensa, única, considerada uma pessoa bem à frente de seu tempo e que transbordava "humanidade".
Irene do Céu Vieira Lisboa nasceu no dia 25 de dezembro de 1892, numa vila chamada Arruda dos Vinhos, em Lisboa, capital de Portugal. Seu falecimento ocorreu no dia 25 de novembro de 1958, na mesma capital onde nascera. 


Importante escritora, pedagoga e professora portuguesa do século XX, Irene Lisboa se formou pela Escola Normal Primária de Lisboa, continuou seus estudos na Suíça (onde conheceu o grande teórico da aprendizagem Jean Piajet), na França e na Bélgica, onde se especializou em Ciências da Educação.
Infelizmente, Irene teve a infância e a adolescência carregadas de amarguras e de solidão, uma vez que sua família não soube lhe dar amor, o que refletiu bastante em suas obras.
Diante do cenário político, econômico e social de Portugal, no início do século XX, combateu fortemente os ideais da política vigente de seu país. Muito lutou pelas causas sociais, principalmente pelas que se relacionassem às mulheres e à educação. No entanto, não foi tão livre na expressão de suas ideias, visto que viveu o período da Ditadura Militar de Salazar em Portugal, no qual foi exercido um grande controle sobre a expressão pública do pensamento, impedindo-a, assim, de transmitir suas opiniões com mais clareza.


A escritora dedicou boa parte de sua vida à sua arte, desa maneira, sua obra é muito vasta.
Escreveu contos como os publicados em 1926, no seu primeiro livro "Treze Contarelos", destinado ao público infantil, teve publicadas poesias do tipo intimista nos livros "Um dia e Outro dia - Diário de uma mulher", em 1936 e "Outono havias de vir", em 1937, o diário "Solidão", em 1939, obra que é símbolo de seu estilo. Esta incrível mulher escreveu também, prosa de ficção de cunho autobiográfico como as novelas "Começa uma vida", em 1940,  e "Voltar atrás para quê?", em 1956, além de textos pedagógicos e crônicas abordando temas concretos do cotidiano, nos quais buscava valorizar as pequenas coisas do povo, criticando implicitamente os valores burgueses.


Segundo Ilda Moreira, sua amiga e com quem dividiu sua casa por muitos anos, Irene era uma pessoa com grande riqueza emocional e tinha um incrível poder de observação. Ela era cheia de curiosidade por tudo o que a rodeava, por isso, sentia a necessidade de escrever e de contar sobre tudo o que via. O aspecto humano sempre foi essencial para Irene Lisboa, e assim, gostaria que se lembrassem dela, como uma escritora - mulher - forte, corajosa, muito demasiadamente humana e sensível ao drama de seu semblante.


Por fim, vos deixo com as palavras de Jacinto do Prado Coelho ao falar sobre a obra dessa grande escritora:

"Ainda a propósito dos seus livros, diz-se que tudo o que produziu reage a uma desolada situação de uma mulher alta e livre num mundo atrasado meio pequeno-burguês, conseguindo vencer a solidão, graças a uma convivência aberta à gente simples da rua, da escada de serviço, com quem se integra no seu próprio linguajar através dos seus livros".


A seguir, dois trechos ilustrados de poemas de Irene Lisboa:



Devo deixar bem claro, que sem a super contribuição da minha querida Isabelle Gonçalves, esta postagem não teria esta riqueza de informações, desde já o "muito obrigado" em meu nome e de todos os que visitarem esta postagem.


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